sábado, 23 de janeiro de 2010



"Ninguém conseguirá matar aquele tempo, ninguém vai conseguir jamais: nem nós. Digo: enquanto você existir, onde quer que esteja, ou enquanto eu existir.
Diz o almanaque que aquele tempo, aquele pequeno tempo, já não existe; mas nesta noite meu corpo nu está traspirando você."

-Eduardo Galeano.

Um amanhecer real.



A vida há de mostrar que nem toda rivalidade com o espelho ou briga de almas é em vão.
Não sirvo pra camisas pólos ou frases inacabadas. Gosto do impacto no vazio, do ruído dos copos e do ar saindo mais leve dos pulmões.
Gosto da complacência das asneiras, do sorriso de corpo inteiro e do café amargo.
Da roda da bicicleta seguindo seu caminho, do que resta da vida e do outono que tudo cala.
Na vida, todo final é um novo começo. É melhor se preparar.



-Kalissa, quebre a perna!




quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

"Não há nada de concreto entre nossos lábios. Só um muro de batom e frases sem fim... É que tudo se divide, todos se separam. A diferença é o temos em comum. Holofotes nos meus olhos, cegam mais do que iluminam. Nem caiu a ficha e já caiu a ligação."

Sinceramente, acho que depois de tantos anos renegando mudanças, eu acho que estou diferente.

Eu mudei. Eu posso sentir.

Se pra melhor ou pior não cabe a mim julgar, mas se tem algo que aprendi é que nada na vida acaba sendo em vão.

Todos os erros, todos os acertos (mais erros do que acertos, certamente), sempre vão estar ai; e para nos ensinar cada vez mais.

E se tem uma coisa que aprendi recentemente (com os erros, again), é que é possível sim se viver só, sorrindo.

Você só tem que aceitar que se há erros é por que uma hora você tem que acertar.

E que pra cada semana, mês ou ano em vão, há de haver nem que seja um dia que irá te fazer ver que valeu a pena, você só tem que acreditar, pois, uma hora, a recompensa há de aparecer.


Vai aparecer.


<3

sábado, 9 de janeiro de 2010

(In) Correspondências.

E lá está ela de novo, escrevendo suas cartas. Suas malditas cartas, por assim dizer.
Sozinha. Vazia.


Ando me perguntou constantemente se alguém apagou a luz que havia em minha vida, porque as coisas andam mais cinzas do que o normal.

Daltônico seria a palavra perfeita para definir meus dias desde que você se foi.

Sabia que eu ainda me sento ao lado do telefone a espera de algo que nunca vai acontecer?
Não mais.

'Eu só quis ajudar', dizia ela tolamente a si mesma.


Mas enquanto você lembrar, eu estarei aqui. Espero que se lembre também, que eu não consigo esquecer.
Espero que as promessas ainda estejam de pé. Eternas.


Onde está você agora?



(E hoje em dia, o olhar anda entardecendo antes do combinado).

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

When you grow up, your heart dies.


Lembrar do seu rosto me confunde até hoje.


Será que poderia ter sido diferente?


Uma nova vida, uma nova rotina, um novo lugar. Eu não aguentaria.

Me habituei a hipocrisisa, não há como largar.

É isso que sou, e o que serei sempre. Apenas isso.


Chuva, bicicletas, piercings e café. Pouco amor próprio e muita vontade. Pouca força e muita vontade, pra ser mais exata. Frio, cócegas, calor humano. Pouco calor, pouco humano.

Poucas palavras, poucas atitudes, pouca liberdade. Não há muito o que dizer de alguém tão pequeno em todos os aspectos. Faço pouco, vivo pouco, amo demais.

Degastante, define tudo.

É, eu estou cansada, até porque nada nunca teve um iníco de verdade, quanto mais um final.



Porque você não me muda?